“Brightburn – Filho das Trevas” é o filme mais esquecível do ano.

Brightburn - Filho das Trevas (2019) Horror, Sci-Fi | 1h 30min | 23 May 2019 (Brazil) 6.3
Director: David YaroveskyWriters: Brian Gunn, Mark GunnStars: Elizabeth Banks, David Denman, Jackson A. DunnSummary: What if a child from another world crash-landed on Earth, but instead of becoming a hero to mankind, he proved to be something far more sinister?

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A história do salvador alienígena já foi e ainda é contada de diversas formas em diversas mídias. A analogia ao salvador cristão, misturada à uma nave que veio de algum lugar, por algum motivo, parece ainda ter liga para gerar novas roupagens. Já vimos isso na cultura ocidental na forma do Superman e na cultura oriental na forma do Goku(Dragon Ball,1984). Fato é, a mistura da ficção com o desconhecido, ainda excita o imaginário coletivo, muitas vezes ainda, nos surpreendendo e rendendo ótimas histórias, o que não é o caso em “Brightburn – Filho das Trevas ”.

Seguindo a premissa já citada, uma nave que partiu de algum lugar do espaço trazendo uma criança, cai na fazenda de um casal,Tori Breyer (Elizabeth Banks) e seu marido Kyle Breyer(David Denman), na pequena cidade de Brightburn no Kansas. Tori e Kyle tentam ter filhos há anos, mas sem sucesso, e a solução simplesmente cai do céu e eles decidem adotar o pequeno bebê alien, agora chamado de Brandon Breyer(Jackson A. Dunn), com tudo sendo mantido em segredo do resto da família e da cidade.

O filme traz uma ideia parecida ao “Elseworlds” que editora DC publicava na década de 90, — aqui no Brasil foi lançada como “Túnel do Tempo”, as histórias eram um “E se….”, envolvendo os heróis da editora em eventos não convencionais, numa espécie de universo alternativo— e se uma criança superpoderosa aparecesse e ao invés de salvar a humanidade, a única missão dela fosse exterminá-la? A ideia é boa, a execução nem tanto.

O filme é arrastado do início ao fim, mesmo nas partes decisivas e de maior “tensão”, ele corre de maneira lenta, apostando num clima de suspense que não aparece em momento nenhum. Os “sustos” são jogados em cenas de jumpscares dos mais preguiçosos.  Falando em preguiça, o roteiro de Brian Gunn e Mark Gunn(irmão e primo, respectivamente, de James Gunn, que também é produtor desse filme) entrega soluções fáceis para problemas difíceis e tentam dar carga à trama falando sobre temas relevantes(como bullying e distúrbios psicológicos infantis), mas é só uma tentativa de parecer sério, num filme que não deve ser levado a sério. O destaque do filme, vai para a atuação bem satisfatória do jovem Jackson A. Dunn, que em certas partes consegue transpor uma feição bem crível de “pessoa ruim”.

Apesar das tentativas de fazer uma homenagem, talvez, para outros filmes clássicos, como “Carrie, A Estranha, 1976”, “O Exorcista, 1973), o filme parece um retalho de partes de “Jogos Mortais, 2005” e “Premonição, 2000”.

Com uma mistura malfeita de filmes de terror B e “Precisamos Falar Sobre Kevin”, “Brightburn – Filho das Trevas” é o filme mais esquecível do ano.

NOTA: C-

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